segunda-feira, 2 de julho de 2007

Pizzaria Pitigliano

Pizza está longe de ser minha especialidade. Nem sei se posso considerá-la um prato. Na ausência de coisa mais ortodoxa para avaliar, coloquemos esta casa-de-lanches (de respeito, diga-se) para abrir o mês de julho neste blog.

As massas das pizzas têm espessura mediana. Nem tão grossas como as da Pizza-Hut (ufa!) e nem tão finas que se possa ver o outro lado, como apraz a algumas casas do ramo, que acham que pizza significa recheio sobre papel. Escolhemos o acompanhamento das bordas de catupiry, o que assegurou sabor – e calorias – a mais. Vejamos uma a uma as pizzas escolhidas:

Strogonoff: não deve ser encarada como pizza, mas como um Frankenstein gastronômico. A existência de uma massa por baixo é elemento meramente casual. A carne é macia, o que garante uma boa avaliação, mas a batata palha amolece e perde sua crocância original após pouco tempo de espera.

Via luce: bom aperitivo. Não tem sabor marcante e peca pela falta de graça.

Fillet: devia estar muito boa, pois não sobrou nenhum pedaço para eu provar. Meus colegas de mesa que se ocupem na avaliação desta.

Ricota com tomate seco: saborosa, ainda que a intenção não seja esta. Pizzas com temática natureba, como esta e a de rúcula (!), estão para o cardápio assim como a alface está para 90% dos pratos: elemento decorativo. A ricota com tomate seco da Pitigliano subverteu esta regra nefasta e mostrou-se virtuosa.

Pizzas sem queijo**: sem comentários.

De uma maneira geral, a Pitigliano merece uma ótima avaliação. Sua boa decoração e a qualidade de suas pizzas a colocam em lugar de destaque entre seus pares. Avaliando em comparação com as demais pizzarias, creio que merece um Graduada, com louvor.

** Tais anomalias invadem a mesa somente graças à presença de meu ilustre colega de blog, o Patrulheiro Brilhante. Como entender a ausência de mussarela?! Um bom queijo, se bem utilizado, tem o poder de provocar um conflito armado. Não desprezemos esta iguaria tão disputada. Ao renegar a mussarela, o consumidor de pizza deixa de lado uma das estrelas do prato. É como montar a peça Otelo e retirar Iago, o vilão perfeito.

7 comentários:

Rafael Simões disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Rafael Simões disse...

Meu louvor não vai para a pizzaria, mas para o nobre amigo redator deste blog. Com um léxico diferenciado e uma forma singular de redação, consegue transmitir suas impressões sobre os locais freqüentados sem revestir-se de formalidades totalmente dispensáveis. Parabéns pelo blog. É uma pena que seu co-habitante de endereço online não possua o paladar apurado para julgar pizzas. Se fosse para excluir a muçarela, que tivesse pedido um creme de morango (light!).

Juliano Vilela disse...

Obrigado, mestre, pelas gentis palavras.

Creio que nosso amigo patrulheiro deveria se pronunciar. Afinal, creme de morango light não é nada espartano...

Italo Machado disse...

Como ninguém comentou o meu artigo, comento o teu.

Tuas ofensas não me atingem. O queijo mussarela (ou mozarela, ou seja lá o que for o correto) em nada engrandece a pizza. Vai lá dizer que a pizza de gorgonzola ou de Rochefort ficará ruim sem o queijo... Mas mussarela não!

Esse tipo de afronta é coisa digna não de críticos culinários, mas da massa para quem nós dedicamos o blog. A massa de iletrados e incultos comedores de carnes-na-chapa dos bares de Goiânia! Esses sim sentirão a falta da mussarela que entope as pizzas e faz com que elas não tenham outro recheio senão o fruto das glândulas mamárias bovinas e afins. Esses sim irão se ver perdidos se encontrarem uma boa pizza sem mussarela. Esses não têm a habilidade gastronômica dos grandes homens (e de alguns homens grandes), que superam o conservadorismo tosco e infantil e alcançam a tranqüilidade da superioridade da experimentação e avaliação objetiva dessa experimentação.

Assim, reputo tuas palavras infantis. Digo, as do último parágrafo.

Beijos para você e para o Rafael!

Rafael Simões disse...

Se eu tivesse lagrimas prontas, chora-las-ia agora!!!

Anônimo disse...

BANDO DE VIADO!

Italo Machado disse...

Obrigado pelos grunhidos, caro anônimo!