terça-feira, 23 de janeiro de 2007

Caicó

O Caicó é um achado. Apesar de se situar no setor mais badalado de bares e restaurantes da capital, o Marista, fica escondidinho entre prédios residenciais, com a aparência de uma casa.

O sempre geladíssimo chopp Brahma, de indiscutível qualidade, garante as boas vindas ao freqüentador. Pedimos a especialidade da casa, a picanha ao sol completa (R$ 45,00). O prato vem com guarnições generosas, constituindo boa refeição para 4 pessoas. A carne presta um grande favor ao freqüentador, pois oferece pouquíssima resistência ao ser saboreada – literalmente desmancha na boca. A paçoca e o feijão verde têm um tempero excelente, fazendo deles ótimos acompanhamentos ao prato principal.

Méritos e aplausos para a fidelidade da casa à qualidade. Iguarias como a casquinha de siri, geralmente um prato muito controverso, que em alguns restaurantes leva folhinhas (incógnitas) e até mesmo farinha de trigo (o pretexto é a “liga” da massa!), recebem tratamento respeitável no Caicó. Tamanha a falta de seriedade de algumas casas com o prato que já cheguei a encontrar nele espinha de peixe, algo que nem Darwin conceberia. Este constrangimento o Caicó não reserva aos seus freqüentadores, pois possui a melhor casquinha da cidade.

Recomendável para ir com a família ou em qualquer ocasião em que a prioridade é comer muito bem e pagar o preço justo. O atendimento, apesar de atencioso, deixa algo a desejar. A falta de pessoal gera problemas quando a casa fica um pouco mais cheia.

Precisamos de um novo item na nossa escala de avaliação: acabo de criar o “Caicó”, algo entre o Esplêndido e o Ula-lá.

sexta-feira, 12 de janeiro de 2007

ÁFRICA

Após assistir ao filme "Diamantes de Sangue", nada melhor que ir até um lugar com o nome do continente-protagonista do filme.
África é um bar próximo ao Goiânia Shopping que, apesar do nome, pouco tem de temático. A começar pela decoração, que pelos preços cobrados deveria ser bem melhor acabada e bem mais detalhada. A única parte que realmente lembra a África na nossa experiência para o Goiânia Gourmet é a parte externa dos banheiros, que têm alguns desenhos e uma escultura. No mais, a decoração é fraca.


Quanto a comida, pode-se dizer que o torresminho agrada mais do que o escondidinho de bacalhau. Comparando-se os preços (R$ 19,00 pelo escondidinho de bacalhau e menos da metade disso pelo torresminho frito), isso se mostra algo estarrecedor. Mas tudo tem explicação: o torresminho não tem como ser falsificado por adjacencias, enquanto o escondidinho de bacalhau tinha muita massa para esconder, literalmente e bem escondido, o bacalhau.
É bem possível que outros patros do lugar sejam bons, mas nosso comparativo mostra que é possível que o lugar tenha altos e baixos que são muito negativos. Além disso, não há nenhuma opção gastronômica que lembre a África. Não que eles precisem servir etílopes assados, mas bem que uns dois ou três pratos diferentes e que lembrem o continente perdido cairia bem no cardápio e, certamente, aumentaria a nota do bar-restaurante.
















Assim, concluimos pela nota "Poderia ser melhor", e isso somente pelo atendimento, que é excelente (do contrário, teríamos que dar a nota "medíocre" ou "não vale a pena").

sexta-feira, 5 de janeiro de 2007

TRIBO DO AÇAÍ

O prato experimentado na TRIBO foi o Nachos Tex-Mex, ou algo assim.

O prato é delicioso. Se você não é fresco, irá apreciar o petisco, apesar dele lembrar um hot-dog nos quesitos "sujeira" e "malabarismo para comer".

Uma sugestão para a casa é tentar fazer os nachos resistirem mais tempo à cobertura sem ficarem encharcados e moles.







O espaço é agradável, apesar de muito cheio algumas vezes. Ainda assim pode-se manter uma conversa amigavel com a namorada no espaco interno sempre. E pode-se reunir os amigos no espaço externo sem problemas ou preocupações.
Os preços são os de qualquer lanchonete badalada, o que significa que R$ 9,90 para duas pessoas lancharem o petisco acima está até "em conta".
E, antes de terminarmos, o açaí do lugar é muito bom.
A nota, portanto, é "acima da média", talvez com perspectivas de um "graduado".