O CHOPP 10 é um programa híbrido, de tal forma que não me disponho a comentar seu ambiente de dança. Este me recusei a avaliar por questões de higiene pessoal. Foquemos seu restaurante.
O petisco avaliado - lingüiça - se saiu bem. Frito na medida, pouco oleoso e com uma farofa talentosa - pena que esta última estivesse um tanto sem graça, pela falta de uma visita à panela amanteigada - o tira-gosto é bem cotado por ser mais generoso do que a concorrência.
A porção de bolinhos de bacalhau também é uma boa pedida pelo preço - R$ 9,90 por 24 bolinhos do tamanho de uma moeda de um real -, mas ofende um pouco os paladares exigentes com a ausência da estrela principal. O peixe salgado não deixou mais do que uma essência Knorr no prato.
Uma bela e torrencial chuva serviu para mostrar uma faceta do estabelecimento até então pouco conhecida: o potencial para esportes náuticos. Impressionou a quantidade de água vertida sobre as mesas e telões do local, o que me fez cogitar a viabilidade de uma sessão de wakeboard. Como engenheiro, diria que metade dos equipamentos sofreu avaria permanente, enquanto a outra metade estava desligada. Bem verdade que o temporal que assolou Goiânia naquele sábado fora contundente, mas isto pouco serve de atenuante. Poderia apostar que até mesmo o odiável Boteko do João se sairia melhor no "teste físico".
É um programa para se fazer em grupo; não recomendo a perda de um sábado a dois em tal local. O conjunto da obra poderia ser melhor.
quinta-feira, 28 de dezembro de 2006
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